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Tartaruga de Pente

CARACTERÍSTICAS NATURAIS

A tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), também conhecida como tartaruga-legítima, é uma espécie de réptil da ordem Testudines e da família Cheloniidae que está criticamente ameaçada de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). Essa espécie vive em recifes de corais em águas mais rasas, sendo raramente encontrada em grandes profundidades, e está presente principalmente em áreas tropicais, mas, algumas vezes, é encontrada em águas subtropicais.
A tartaruga-de-pente não é tão grande quanto a tartaruga-de-couro, porém chega a atingir 114 cm de comprimento de carapaça e seu peso é de até 150 kg. Assim como as outras tartarugas marinhas, essa espécie apresenta um ciclo de vida longo, e a maturidade sexual só é atingida após os 25 anos de idade.
A carapaça da tartaruga-de-pente apresenta cor marrom-amarelada e é formada por quatro placas laterais, que se dispõem como telhas. Antigamente seu casco era usado na fabricação de pentes, daí o seu nome. Ela apresenta cabeça pequena e alongada, e sua boca assemelha-se ao bico de um pássaro.

REPRODUÇÃO

A desova da tartaruga-de-pente ocorre normalmente à noite, e a época de reprodução ocorre entre os meses de novembro e março. Aqui no Brasil essa espécie desova no litoral da Bahia, Sergipe, Rio grande do Norte, Paraíba, Ceará, Espírito Santo e Pernambuco. A área que merece maior destaque é a do litoral norte da Bahia, em que é possível observar até mil desovas em cada temporada reprodutiva.
Em cada postura, essas tartarugas colocam até 135 ovos, e o sexo dos filhotes é determinado pela temperatura do ninho. Quando a temperatura está mais elevada, mais fêmeas nascem; quando está mais frio, são produzidos mais machos. Sendo assim, podemos concluir que no litoral baiano, que é uma grande área de desova, nasce um maior número de fêmeas.

ALIMENTAÇÃO

Essa espécie de tartaruga marinha alimenta-se de vários tipos de animais, entre eles, as esponjas, cnidários, moluscos e crustáceos, que são retirados das fendas dos recifes de corais. No nosso país, frequentemente a espécie é vista alimentando-se nas ilhas oceânicas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas.

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