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CALOPSITAS

CARACTERÍSTICAS NATURAIS

A calopsita ou caturra (Nymphicus hollandicus) é uma das aves de companhia mais populares no Brasil. Esta ave pertence à ordem Psittaciformes, mesma ordem dos papagaios, cacatuas, periquitos etc. Esta popularidade é devida principalmente à personalidade dela aliada à sua beleza. São aves muito sociáveis entre a sua espécie e até outras. Quando criadas desde pequenas pelo ser humano elas ficam bem mansinhas dando um excelente animal de companhia. São aves bastante ativas, que assobiam, gritam e podem até imitar vários sons que oiçam frequentemente, como a campainha de casa ou até alguns nomes.
As calopsitas, como a maioria dos psitacídeos, vivem em bandos com um grande número de aves. São muito sociáveis, gostando de interagir com os restantes membros do bando.
A maior parte do seu tempo é passado em busca de comida (comportamento chamado de foraging), cerca de 70% do seu dia ativo! O restante tempo passam a interagir socialmente, brincando e cuidando de suas penas (o chamado preening) ou de seus companheiros (allopreening). O dia de uma calopsita é bastante rotineiro, começando logo ao nascer do sol por irem em bando procurar comida, voltando algumas horas depois aos seus poleiros e ninhos onde cuidam de suas penas e interagem com seus companheiros e ao final do dia voltam a sair em bando para procurar comida. Regressam ao por-do-sol para as árvores onde poderão dormir mais seguras longe de predadores.
As calopsitas vivem em zonas secas e alimentam-se quase exclusivamente de sementes que encontram no solo, ao contrário de outros psitacídeos.
É muito importante conhecer o comportamento normal destas aves no seu habitat natural, dessa forma poderá tentar aproximar as condições em cativeiro ao que seria o ideal e promover assim melhorias no bem-estar do seu animal.

REPRODUÇÃO

A reprodução pode ser realizada a partir de 12 meses, durante todo o ano, mas é aconselhável tirar apenas duas ou três ninhadas por ano. As Calopsitas têm uma postura de quatro a sete ovos, com incubação de 17 a 22 dias. Os filhotes devem ser separados dos pais com oito semanas de vida.
A criação pode ser feita em gaiolas individuais ou viveiros. Para controle genético, o melhor é individualizar. Em viveiros, pequenos ou grandes, devem-se colocar as aves já acasaladas.  O ideal é por caixas ninho em número maior que o de casais, a fim de evitar brigas.
As gaiolas individuais devem medir de 50 a 60 cm de frente, 60 cm de profundidade e 70 cm de altura. Também pode-se colocar uma porta de entrada para comedouros e bebedouros, fixados na frente, pote de mistura mineral e orifício para entrada na caixa ninho, na frente e no alto. A caixa ninho deve ter 30 cm de frente, 30 cm de profundidade e 35 cm de altura, com o diâmetro do orifício de entrada de 8 a 10 cm. No fundo deve haver um receptáculo para os ovos, coberto por uma leve camada de maravalha. Limpar a cada ninhada.
Sua plumagem varia entre as cores: amarelo, branco, cinza
Os filhotes saem do ninho aos 30 dias e são desmamados pelos pais com 50 a 60 dias. Cada casal deve ter sua ficha de controle de criação e cada calopsita o seu pedigree. Em média, considera-se um bom casal, aquele que produz de 10 a 15 filhotes por ano.

ALIMENTAÇÃO

A Calopsita costuma se alimentar de sementes, mas em seu ambiente natural não dispensa os frutos e insetos. No cativeiro, a alimentação da Calopsita simplifica a vida dos donos e criadores. É composta, principalmente, por ração e sementes, encontradas com facilidade nas lojas. Os complementos são comuns, como frutas e verduras. Os grãos germinados de girassol, painço, aveia com casca, milho seco, trigo e arroz sem casca, pão duro, os integrais e os secos também devem ser providos. Já a areia grossa e lavada e farinha de ostras ajudarão na digestão e serão excelentes fontes de cálcio. Ainda deve ser dado o carvão vegetal em pedaços ou moído, misturado com areia e com farinha de ostras. Os ossos de siba não devem ser esquecidos também.
Diariamente oferecer composto de 20% de alpiste, 50% de painço, 15% de arroz com casca, 10%de aveia e 5% de girassol. Uma, duas ou três vezes por semana, ofereça ração, frutas (maçãs em pequenos pedaços), legumes em pedaços e verduras como couve, almeirão, espinafre, chicória, bem lavados. Em dias alternados, ofereça milho verde, mas se houver filhotinhos, passe a oferecer todos os dias.
Com relação às frutas, restringir a oferta de frutas muito ácidas ou doce/gordurosas demais (limão, laranja, manga, abacate). Retirar as sementes das frutas é interessante, pois algumas (como as de maçã ou pera) podem ser tóxicas para a ave. As verduras/legumes podem ser oferecidas crus e evitar a oferta excessiva de folhas escuras (excesso de ferro) e não oferecer alface (causa diarreia). Grãos como o grão-de-bico, soja, lentilha e feijão podem ser oferecidos cozidos e sem tempero. Espiga de milho pode ser dada inteira, devendo somente ser escaldada antes em água quente. Cuidado com o excesso de semente de girassol ou amendoim. São muito gordurosos (problemas no fígado e obesidade), além de possuírem um fungo (toxinas) que pode causar doenças nas aves. Prefira castanhas como nozes, avelã, amêndoa ou castanha do Pará. O ideal é oferecê-las 2vezes por semana. Queijo branco, ração de cachorro, ovo cozido podem ser oferecidos de vez em quando, como alternativas de fontes proteicas.
As calopsitas têm, como charme, uma crista no topo da cabeça que, por sua vez, também apresenta variações de cores
A pimenta dedo-de-moça é importante fonte de vitamina C. Rações comerciais (peletizadas/extrusadas), atualmente, são boas opções. Suplementações vitamínicas não devem ser esquecidas. Às vezes, dependendo do que foi oferecido as aves, as fezes saem com a coloração alterada.
A alimentação dos filhotes é exatamente a mesma dos adultos, acrescida de milho verde diariamente e o mais importante de tudo é estar sempre atento para que as fezes da Calopsita não entrem em contato com as comida, pois podem transmitir doenças.

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