Alimenta-se basicamente de cocos da palmeira Licuri (Syagrus coronata), que apanha pousando nas folhas ou até mesmo no chão, podendo consumir em torno de 300 cocos num só dia. Enquanto um grupo se alimenta, ao menos um indivíduo permanece pousado em galhos mais altos de árvores grandes, revezando-se com outras araras nesta função de vigilância. Também faz uso de outros itens alimentares, como os frutos da braúna (Melanoxylon brauna), e frutos de cactos como o mandacaru e o facheiro.
As aves alimentam-se dos cocos na própria palmeira, ou cortam partes do cacho e voam com eles no bico para outras árvores ou se alimentam no chão. Mark Stafford (com. pess., 2006) fez um vídeo das aves alimentando-se e que mostra o uso de ferramentas para abrir os cocos de licuri. As araras usam pequenos pedaços de madeira e/ou folhas da própria palmeira, ou gravetos, que são usados como cunha para facilitar a abertura dos frutos descascados e alcançar o endosperma.
São apontados também como fontes alimentares esporádicas da arara-azul-de-lear, o pinhão (Jatropha pohliana), o umbu (Spondias tuberosa), o mucunã (Dioclea sp.) e a baraúna (Schinopsis brasiliensis) (Sick et al., 1987). Brandt e Machado (1990) registraram o consumo de milho (Zea mays) enquanto verde e a equipe de campo do Programa de Conservação da Arara-Azul-deLear faz registros constantes da utilização deste recurso pelas araras.