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Arara-Azul-Lear

CARACTERÍSTICAS NATURAIS

Espécie endêmica do Brasil. A arara-azul-de-lear é um Psittaciforme da família Psittacidae. Também conhecida como arara e arara-azul-menor. Criticamente ameaçada, é uma das aves mais raras do mundo.
Sua população é de cerca de 1.200 indivíduos.
A arara-azul-de-lear foi descrita em 1856, através de uma pele em museu o qual a origem era somente descrita como do Brasil, sem localização precisa, e por isso sua área de ocorrência permaneceu desconhecida por mais de um século.
A “redescoberta” foi em 1950, desvendando um dos maiores enigmas da ornitologia sulamericana, pelo famoso ornitólogo brasileiro Olivério Mário de Oliveira Pinto.
Só em 1978, a espécie foi localizada no nordeste do estado da Bahia, ao sul do Raso da Catarina.
Chega até 75 centímetros de comprimento e pesa 940 gramas. É parecida com a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), mas é bem menor, sua plumagem é menos brilhante e a mancha amarela que ambas têm junto ao bico é maior na arara-azul-de-lear.
 A cabeça e o pescoço são azul-esverdeados, a barriga azul-desbotada, as costas e o lado superior das asas e da cauda azul-cobalto. Anel perioftálmico amarelo-claro, pálpebra azulclara, branca ou levemente azulada, barbela quase triangular em forma de nódoa amarela-enxofre clara, situada de cada lado da base da mandíbula, mais pálida que o anel perioftálmico (Sick, 1997; Collar et al., 1992).
Jovens possuem as partes de pele amarelada mais pálidas.

REPRODUÇÃO

Em geral, com a chegada das chuvas no final de ano, é quando se inicia a sua época reprodutiva. Neste período, o casal se separa do bando. Faz o ninho em tocas nas paredes dos desfiladeiros do Raso da Catarina, em locais praticamente inacessíveis. O casal fica sempre junto e cada ninhada tem cerca de 2 ovos.
As araras pernoitam e utilizam as cavidades existentes nos paredões de arenito conhecidos como Toca Velha e Serra Branca para se reproduzir.

ALIMENTAÇÃO

Alimenta-se basicamente de cocos da palmeira Licuri (Syagrus coronata), que apanha pousando nas folhas ou até mesmo no chão, podendo consumir em torno de 300 cocos num só dia. Enquanto um grupo se alimenta, ao menos um indivíduo permanece pousado em galhos mais altos de árvores grandes, revezando-se com outras araras nesta função de vigilância. Também faz uso de outros itens alimentares, como os frutos da braúna (Melanoxylon brauna), e frutos de cactos como o mandacaru e o facheiro.
As aves alimentam-se dos cocos na própria palmeira, ou cortam partes do cacho e voam com eles no bico para outras árvores ou se alimentam no chão. Mark Stafford (com. pess., 2006) fez um vídeo das aves alimentando-se e que mostra o uso de ferramentas para abrir os cocos de licuri. As araras usam pequenos pedaços de madeira e/ou folhas da própria palmeira, ou gravetos, que são usados como cunha para facilitar a abertura dos frutos descascados e alcançar o endosperma.
São apontados também como fontes alimentares esporádicas da arara-azul-de-lear, o pinhão (Jatropha pohliana), o umbu (Spondias tuberosa), o mucunã (Dioclea sp.) e a baraúna (Schinopsis brasiliensis) (Sick et al., 1987). Brandt e Machado (1990) registraram o consumo de milho (Zea mays) enquanto verde e a equipe de campo do Programa de Conservação da Arara-Azul-deLear faz registros constantes da utilização deste recurso pelas araras.

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