Pintassilgo da bolívia
CARACTERÍSTICAS NATURAIS
Um dos pássaros mais desejados pelos criadores de Carduelis e de híbridos, primeiro por ser muito bonito e diferente, segundo pelo fato de ser um excelente cantor e terceiro pelos belos híbridos que saem do seu cruzamento com canários, além é claro de ser considerado um dos agentes que podem levar ao tão sonhado canário negro. Chamado de pintassilgo negro, pintassilgo da Bolívia ou negrito da Bolívia, o Carduelis atrata, tem se mostrado um pássaro tão frágil e de uma mortalidade excessiva em cativeiros. Vejo que há alguns criadores deste pássaro por aqui no Brasil, mas sinceramente, não vejo propaganda e indivíduos à venda. Ninguém é tão inocente de não saber que boa parte destes são oriundos dos nossos vizinhos, Bolívia, Peru, Chile e Argentina, apesar de ser conhecido como boliviano é encontrado nestes países citados. Seu habitat é em altitudes acima de 2.000m e encontrado até em altitudes de 4.800m, somente na Argentina podemos encontrá-lo em altitudes mais baixas a parir de 750m, tem como características ter mais glóbulos vermelhos que os outros pássaros, para justamente ajudá-los na oxigenação dos tecidos, além de ter uma capacidade de viver em ambientes hostis, aonde as temperaturas variam de +20º C a -22ºC, assim suportando uma mudança radical de 20º C, além de conviver com ventos fortes e escassez de alimentos. Outra particularidade deste pássaro é uma subespécie dele que é encontrada mais na Argentina que é o Carduelis urupingualys, pássaro que é um pouco menos negro, tendo um certo degradê no seu dorso, mas que a primeira vista pensamos se tratar de um negrito puro, além de na própria Bolívia ser encontrado uma possível subespécie que não temos o nome, pois a única diferença é ser menor que o que conhecemos. Inclusive já há destas duas subespécies nas mãos de criadores aqui no Brasil.
REPRODUÇÃO
É necessário colocar os machos em gaiolas individuais e as fêmeas, a principio, podem ser colocadas em um gaiolão todas juntas. Ao chegar no mês de julho, devemos começar a separar as fêmeas em gaiolas e introduzir ninhos e material para ela poder confecciona-lo. A partir do momento em que a fêmea começar a pegar os fiapos de juta e voar de um lado para o outro da gaiola é a hora de soltar o macho.
Com o decorrer do tempo a fêmea irá fazer o ninho e botará aproximadamente de 2 a 4 ovos, as fêmeas fazem até 3 posturas por temporada. Alguns criadores usam algumas canárias para chocar e criar os ovos de Tarim, possibilitando algumas fêmeas a fazerem até 4 posturas no ano. Quando as fêmeas botarem é necessário retirar os ovos e sustitui-los por ovos de plástico. Quando a fêmea colocar o último ovo é a hora de colocar os ovos retirados para que possa nascer todos no mesmo dia dando possibilidades de sobrevivencia iguais para todos os filhotes.
ALIMENTAÇÃO
Alimenta-se de sementes de plantas herbáceas e de arbustos, de pequenos insectos e também de cereais como a cevada ou o trigo. Gosta em especial de sementes de plantas nativas como a quinoa (Chenopodium quinoa), o carraspique boliviano (Thlaspi arvense), o plantago (Plantago major), o nabo silvestre (Brassica campestris), o amaranto (Amaranthus caudatus). Segundo fotos de Ottaviani (2011) também consome sementes de Coreopsis, das espécies sul-americanas de baccharis, e de uma poácea, calamagrostis (Calamagrostis ovata).
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