Coleiro Papa-Capim
CARACTERÍSTICAS NATURAIS
Mede 12 cm. O macho, com seu inconfundível colar branco e negro recebeu essa denominação. Além do colar, ao lado da garganta negra um “bigode” branco define a área sob o bico amarelado ou levemente cinza-esverdeado. Existem machos com peito branco e outros com peito amarelo (ambos pertencem à forma nominal, sendo a forma de peito amarelo apenas um morph ou variação).
A fêmea é toda parda, mais escura nas costas. Sob luz excepcional, é possível ver que ela também possui o esboço do desenho da garganta do macho. Os machos juvenis saem do ninho com a plumagem idêntica à da fêmea. As fêmeas não são canoras.
Fora do período reprodutivo, é uma ave de comportamento gregário, vivendo em grupos de 6 a 20 indivíduos, inclusive às vezes formando grupos mistos com outras espécies de papa-capins e tizius. O peso e tamanho reduzidos permitem a esta ave alcançar as sementes de gramíneas trepando pela haste das plantas. Assim como outras aves, o coleirinho foi beneficiado pela introdução de algumas gramíneas africanas, especialmente da braquiária, que parece ser a base de sua alimentação em áreas alteradas pelo homem. As populações mais meridionais são migratórias e deslocam-se para latitudes mais baixas nos meses mais frios.
REPRODUÇÃO
No período reprodutivo (outubro a fevereiro), o casal afasta-se do grupo e estabelece seu território. No início, o ninho é construído pelo macho e todas as demais tarefas correspondem à fêmea, ficando o macho com a atribuição de cantar para afastar outros coleiros da área.
Apesar de viver nas áreas abertas, procura árvores da borda das matas nos horários quentes do dia e nidifica em árvores e arbustos do contato mata/campo aberto. O ninho, feito à base de gramíneas, raízes e outras fibras vegetais, é construído em forma de tigela rasa sobre arbustos a poucos metros do solo. A fêmea põe geralmente 2 ovos, que são incubados por cerca de duas semanas ou menos; cada fêmea choca 3 ou 4 vezes por ano. Os filhotes abandonam o ninho após 13 dias de vida e, com 35 dias, já estão aptos a comerem sozinhos, atingindo a maturidade sexual logo no primeiro ano de vida. Podem viver em média de 10 a 12 anos.
ALIMENTAÇÃO
A alimentação básica do canário da terra deve consistir de sementes diversas e um complemento que tenha alguma proteína animal para substituir os insetos avidamente capturados pelas aves na natureza. O painço e, principalmente o alpiste, por possuírem os melhores índices de proteína e gorduras, devem sempre serem usados em maior quantidade. Como outras opções pode-se usar outras qualidades de painço, além de outros grãos, como perila, aveia, cártamo cânhamo etc. Nunca se deve lavar as sementes, a não ser que elas sejam imediatamente consumidas pela ave, pois ao lavar as sementes, aumenta muito a possibilidade de contaminações por fungos. Durante o armazenamento, fungos presentes na semente produzem toxinas que são muito nocivas para as aves, possuindo um efeito tóxico cumulativo. Para prevenir qualquer problema, muitos criadores adicionam propionato de cálcio na proporção de 1 g por kg de sementes.
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