Diamante Gold
Esta é uma espécie de ave de porte pequeno. As penas que recobrem a cabeça, pode ter como cor predominante o vermelho, o laranja ou o preto. A variedade de cabeça na cor vermelha é dominante em relação às demais. Um único exemplar deste pássaro pode ter até sete cores diferentes. Tem um colar azul claro, com contorno preto, peito lilás, barriga amarela e as costas verdes.
O Diamante de Gould foi descoberto em uma expedição francesa que percorria o note da Austrália em 1833. Os membros da expedição notaram uns pássaros de cores chamativa e muito abundantes. Eles capturaram três exemplares de cabeça vermelha. Eles descreverem as aves e consideraram uma nova espécie, chamando-a de Poephila Mirabilis. Um cientista descobriu na península de Cobourg pássaros similares, mas de cabeça negra. Apesar da semelhança, foi considerada uma espécie diferente e nomeada de Amadina Gouldiae.
Após pesquisas, ficou comprovado que as duas espécies eram a mesma ave, mas com diferentes plumagens. O Diamante de Gould possui uma particularidade incomum: ele possui uma grande variedade de combinações nas cores, podendo conviver e reproduzir apesar da diferença. Os primeiros exemplares chegaram à Inglaterra em 1887, onde foram recebidos com entusiasmo por criadores. Em 1896 a espécie foi exposta em Paris e no ano seguinte em Berlim.
O número de exemplares da espécie reduziu drasticamente na natureza, pois seu habitat foi reduzido e alterado. Entretanto, a quantidade de indivíduos não é baixa. Por ser muito atraente, é apreciado por colecionados e criadores, sendo responsáveis pela criação em cativeiro.
CARACTERÍSTICAS NATURAIS
A gaiola recomendada para a criação deste pássaro deve ter, no mínimo, 50 cm de comprimento e 35 cm de altura. Tamanho básico para um casal. Em relação ao formato, é recomendado que seja mais horizontal do que vertical. Caso seja possível, sempre invista na maior gaiola que puder para que as aves tenham espaço suficiente para voar e se exercitarem.
Reprodução
O Diamante de Gould não é uma ave fácil de reproduzir em cativeiro. Aparentemente eles não se adaptaram a procriar fora da natureza. Mesmo assim é possível criá-los, basta ter paciência e muita determinação. A partir de 10 meses de idade a fêmea está pronta para a reprodução.
Durante o cortejo, o macho faz uma dança: ele se curva perante ela, balança a cabeça e depois começa a saltitar, com a cauda apontada para a parceira, o peito estufado e o olhar fixo. O acasalamento acontece mais frequentemente no período final das chuvas. Nessa época, o bico dos machos torna-se mais claro e o da fêmea mais escuro.
O ninho pode ser feito de madeira com 15cm x 10cm x 10cm. Deixe folhas e galhos para o “berço” ser modificado a escolha do casal. Após acasalar, a fêmea bota de 5 a 8 ovos por ninhada, que eclodem de 15 a 17 dias de choco. Os Diamantes de Gould são considerados pais ruins, principalmente porque as fêmeas costumam abandonar as crias antes do tempo adequado. Por isso, costuma-se usar o pássaro Manon como "ama seca" dos filhotes. Essa espécie irá chocar e cuidar dos ovos até se tornarem independentes.
REPRODUÇÃO
A ração para qualquer ave deve ser muito bem balanceada. Existe no mercado uma grande variedade de marcas e composições específicas para cada espécie. O armazenamento do alimento deve ser feito com cuidado mantendo as devidas condições de ventilação e higiene. Em cativeiro, recomenda-se misturar sal-gema e carvão vegetal em pó, para auxiliar a digestão.
A alimentação pode ser composta de uma mistura de sementes e fornecer verduras, como couve, mostarda e chicória em dias alternados. Na natureza costumam comer também insetos e larvas para adquirirem proteínas, então, se for possível, dê para o Gould em casa. Durante a reprodução, ofereça uma alimentação especial, como a farinhada, para ajudar as aves. Troque a água todos os dias.
ALIMENTAÇÃO
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS AO GRUPO BIO LIVE COMPANY